A vacinação é muito importante para manter o seu cão de boa saúde. As vacinas protegem contra algumas doenças, muitas delas fatais para o seu animal e algumas podem mesmo ser transmitidas aos humanos.

As mais importantes são: parvovirose, esgana, leptospirose, hepatite, tosse do canil e raiva. Contudo, existem vacinas disponíveis para outras doenças que podem provocar quadros clínicos muito graves, tais como a piroplasmose, a leishmaniose e a tosse do canil.

Doenças como a leptospirose podem ser fatais para as pessoas e podem ser transmitidas do cão para a pessoa. A vacinação constitui uma prevenção eficaz.

Não hesite em trazer o seu cão para vacinar para segurança dele e da família que o rodeia.

Como funcionam as vacinas?

Uma vacina consiste num medicamento em que o princípio activo é uma forma morta ou uma porção de determinado vírus, bactéria ou outro microrganismo (antigénio) que, quando inoculado, estimula o sistema imunitário a produzir anti-corpos contra aquele antigénio. O antigénio estimula os glóbulos brancos, em particular os linfócitos B que fazem o seu reconhecimento e estimulam outros glóbulos brancos (células plasmáticas) a produzir anti-corpos. Os anti-corpos são proteínas complexas que se ligam aos antigénios, inactivando-os ou permitindo a sua fagocitose por outros glóbulos brancos (como os neutrófilos e os macrófagos). Esta informação é então passada para linfócitos T helper que estimulam a produção de células T de memória.

Basicamente, o sistema imunitário guarda uma “memória” dos anti-corpos que deve produzir para determinado antigénio.

Assim, quando contacta pela segunda vez com o mesmo antigénio, a produção de anti-corpos será mais rápida e a quantidade de anti-corpos produzida também será maior.

Que doenças podem ser protegidas por vacinação?

Abaixo descrevem-se as doenças para as quais existe vacinação efectiva em cães:

Esgana - é uma doença vírica universal, de alta mortalidade com manifestações variadas. Aproximadamente 50% dos cães não imunizados, se infectados com vírus da esgana, desenvolvem sinais clínicos da doença e aproximadamente 90% deles morrem.

Hepatite infecciosa canina - é causada pelo adenovírus canino tipo 1 e é caracterizada

por lesões hepáticas e endoteliais generalizadas.

Infecções respiratórias por Adenovírus tipo 2 - causam uma doença respiratória, que, em casos severos, pode resultar em broncopneumonia e pneumonia.

Parainfluenza canina - é uma doença do trato respiratório superior. Geralmente suave ou subclínica, pode tornar-se severa se ocorrer infecção simultânea com outros patogéinos respiratórios (nomeadamente o adenovírus tipo 2 e bactérias como a Bordetella bronchiseptica.). É chamada de modo comum traqueobronquite infecciosa canina ou “tosse do canil”. Os animais mais susceptíveis são os filhotes recém desmamados, os adultos debilitados por outras doenças ou submetidos a stress (ex: viagens longas) confinamentos em clinicas, hotéis, caixas em exposições, alimentações inadequadas e animais idosos.A doença é altamente transmissível por aerossóis (pequenas gotas eliminadas pelos espirros e tosse) e os animais apresentam os primeiros sintomas entre 3 a 10 dias após a infecção podendo persistir com os sintomas durante 3 a 4 semanas. Se não tratada, pode resultar em broncopneumonia grave.

Parvovirose canina - é primariamente uma infecção entérica caracterizada por vómitos e diarreia geralmente hemorrágica. A leucopénia geralmente acompanha os sinais clínicos. Os cães não vacinados estão susceptíveis em qualquer idade e podem ser afectados, porém, a mortalidade é maior em cachorros. Cachorros de 4-12 semanas de idade acometidos pela doença ocasionalmente podem apresentar miocardite que pode resultar em deficiência aguda do coração após doença breve e imperceptível. Após a infecção, muitos cães são refractários à doença por um ano ou mais. De forma similar, as cadelas seropositivas podem transferir anticorpos da parvovirose canina aos seus filhotes, podendo conferir imunidade passiva a estes, até que sejam vacinados. Em alguns casos, os anticorpos transmitidos de modo passivo podem permanecer nos cachorros até às 16 semanas!

Coronavírus canino - também causa doença entérica em cães susceptíveis de todas as idades. Altamente contagioso, o vírus é transmitido inicialmente através de contacto directo com fezes infecciosas e pode causar enterite clínica dentro de 1-4 dias após exposição. A severidade da doença pode ser exacerbada por infecção simultânea com outros agentes.

Sintomas iniciais incluem anorexia, vómito e diarreia. A frequência de vomito geralmente diminui em 1 ou 2 dias após o surto de diarreia, mas a diarreia pode permanecer durante todo o período de infecção e a evacuação ocasionalmente pode ser sanguinolenta. A maioria dos cães, permanece sem febre e não é observada leucopénia em casos não complicados.

Leptospirose - ocorre em cães de todas as idades, com uma ampla variação de sinais clínicos mas quase sempre acompanhada de insuficiência renal grave e hepatopatia grave geralmente após infecção aguda. Existem 2 tipos de leptospira - a L. canicola e L.icterohaemorrhagiae que não podem ser diferenciadas clinicamente.

Piroplasmose - esta doença é causada por um parasita da família dos Protozoários chamado piroplasma e, mais particularmente, Babesia canis. Durante o seu ciclo, este parasita necessita de passar por um hospedeiro vector de forma a garantir a transmissão da doença de um cão a outro. Esse vector é a carraça fêmea. A incubação, correspondente ao período de multiplicação dos parasitas no organismo do cão, dura entre dois dias a duas semanas aproximadamente. Durante esta fase, não se encontra nenhum piroplasma no sangue. Após esta fase, os parasitas surgem no sangue e os sintomas aparecem quase simultaneamente. Na forma aguda da doença, o cão apresenta uma hipertermia muito pronunciada, acompanhada por abatimento; a crise febril dura, em média, seis a dez dias. Concomitantemente, aparecem sintomas de anemia (descoloração das mucosas), causada pela destruição dos glóbulos vermelhos aquando da multiplicação dos parasitas no seu interior. Depois de alguns dias de doença, ocorre uma hemoglobinúria: a urina cora-se de sangue. Existem sinais clínicos atípicos, que podem ser manifestações de ordem nervosa, respiratória, digestiva, cutânea ou ainda ocular. A evolução é curta, de no máximo uma semana. Na ausência de tratamento, o estado do cão agrava-se e evolui para o coma e, depois, a morte. Existe uma forma crónica que afecta principalmente os adultos, podendo seguir-se à forma aguda. A febre é menos pronunciada, até mesmo ausente, e, na maioria das vezes, o estado geral de saúde permanece bom. A anemia está sempre presente e é bastante nítida. A evolução desta forma de piroplasmose é lenta e existem possibilidades de complicações. Esta forma pode evoluir durante várias semanas e resultar na morte do cão.

Que cuidados são necessários para uma vacinação efectiva?

As vacinas têm elevada eficácia em animais sadios. Contudo alguns animais podem ser incapazes de desenvolver ou manter uma adequada resposta imune após a vacinação. Isto poderá ocorrer se os animais estiverem a incubar alguma doença infecciosa, estiverem mal nutridos ou parasitados, ou stressados devido ao transporte, ou condições ambientais adversas, imunocomprometidos ou se a vacina não for administrada de acordo com as indicações da bula.

Assim, a vacinação deverá ser precedida de um minucioso exame clínico realizado por um médico veterinário.

Como vacinar um cachorro?

A capacidade de um cachorro responder a uma vacina é inferior à de um indivíduo adulto. Como tal, o título de anti-corpos resultante de uma vacina não é tão alto num cachorro com 6 semanas como é num cachorro com 18 semanas. Para que se mantenha um título circulante de anti-corpos seguro para o animal é necessário reforçar as vacinas administradas para que os anti-corpos se mantenham em circulação por um período de tempo mais prolongado. A esse “esquema de vacinação inicial” dá-se o nome de primovacinação.

Que vacinas posso encontrar no consultório Bichos & Companhia?

Vanguard CPV – é uma vacina viva atenuada de parvovirus canino; é uma vacina precoce ou seja, pode ser administrada a cachorros antes das 8 semanas. A bula fala mesmo que pode ser administrada a partir das cinco semanas. NORMALMENTE, RECOMENDAMOS QUE SEJA ADMINISTRA-DA ÀS 6 SEMANAS – É A PRIMEIRA VACINA NOS CÃES.

Vanguard 7 – é uma vacina multivalente que é constinuida por estirpes atenuadas do vírus da esgana canina, adenovírus canino tipo 2, vírus da parainfluenza canina, parvovírus canino e culturas inactivadas de leptospira (L.canicola e L.icterohaemorrhagiae). A vacina contra adenovirus tipo 2 confere imunidade cruzada contra o adenovirus tipo 1. Antes existia uma vacina com o agente atenuado do adenovirus tipo 1 mas já não se usa – muitas vezes havia seroconversão e tornava-se na doença activa (infecções renais persistentes, hepatite, uveíte e opacidade da córnea). Pode ser usada a partir das 8 semanas.

Pirodog – vacina que confere imunidade contra a babesiose ou piroplasmose. Pode ser administrada a partir dos 5 meses. Primovacinação deve ter 1 reforço 21 a 30 dias depois

Pneumodog – contém cultura inactivada de Bordetella bronchiseptica e vírus parainfluenza tipo 2. Confere imunidade contra dois dos possíveis patogénios envolvidos no síndrome “tosse do canil”. A primovacinação consiste na administração de duas doses com 2 a 3 semanas de intervalo. Pode ser administrada a partir das 6 semanas de idade.

Rabdomun – é uma vacina obrigatória por lei. Confere imunidade contra a raiva. Pode ser administrada a partir dos 4 meses se o animal for filho de uma mãe vacinada, sendo obrigatória apenas a partir dos 6 meses.

Canileish - lançada em 2011 no mercado, esta vacina veio revolucionar a luta contra a Leishmaniose (conhecida como a doença do mosquito). Esta vacina tem por base o estímulo da fagocitose contra este parasita intracelular, a Leishmania infantum. Até 2011, apenas podíamos prevenir a picada do mosquito à base de repelentes aplicados no cão (coleira e ampolas de aplicação mensal). Através desta vacina, o cão ganha mecanismos próprios de defesa eficientes contra o parasita. A idade mínima de vacinação são os 6 meses. É necessária a administração de três doses com 3 semanas de intervalo no primeiro ano, sendo o reforço anual, uma única administração. Apenas podem ser vacinados os cães que sejam negativos a Leishmaniose no dia da primeira administração, sendo este despiste feito por teste rápido de anticorpos logo na consulta, descartanto a possibilidade do cão ser portador assintomático do parasita. Esta vacina não pode ser administrada conjuntamente com outras diferentes no mesmo dia.

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vacinação em cães

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